Enquanto a expectativa cresce para a disputa entre Caprichoso e Garantido, Parintins mostra que sua riqueza cultural vai muito além dos bois-bumbás.
Na segunda noite das 59ª Festividades Folclóricas de Quadrilhas, Danças e Bois Mirins, o Anfiteatro Sila Marçal voltou a reunir centenas de brincantes e um público que acompanhou apresentações marcadas por criatividade, figurinos coloridos e coreografias que ajudam a preservar a identidade cultural da ilha.
Pela chave C, passaram pela arena os grupos Discípulos de Shaolin, Flor da Vitória Régia, Filhos de Hippies e Festança na Roça. Já a chave D levou ao palco Os Originais do Folclore, Os Cowboys, Magia Country e Dança Portuguesa, mostrando diferentes estilos e tradições que fazem parte do calendário cultural parintinense.
As Festividades Folclóricas funcionam como a abertura oficial do período mais esperado do ano em Parintins e revelam talentos que movimentam a cultura local muito antes das três noites do Festival dos Bois.
Para o prefeito Mateus Assayag, fortalecer essas manifestações significa valorizar a identidade construída por gerações de artistas e brincantes.
Já o representante do Ministério da Cultura, Ruan Octávio, destacou que Parintins ocupa um papel de destaque na produção cultural brasileira e defendeu que o município seja reconhecido nacionalmente pela diversidade de suas manifestações populares.
Além de preservar costumes e fortalecer a identidade amazônica, as apresentações também mobilizam costureiras, artesãos, músicos, coreógrafos e dezenas de profissionais envolvidos na produção dos espetáculos.
Representando os grupos participantes, Reinaldo de Souza comemorou a apresentação da quadrilha Originais do Folclore, que levou cerca de 70 brincantes para a arena.
"Tenho certeza de que o público assistiu a uma quadrilha bonita, bem trabalhada e preparada para essa grande festa."
A programação das 59ª Festividades Folclóricas será encerrada neste domingo (14) com um dos momentos mais aguardados pelas famílias: a apresentação dos Bois Mirins Mineirinho, Estrelinha e Tupi, responsáveis por manter viva a paixão pelo boi-bumbá entre as novas gerações.
Muito antes da disputa entre Caprichoso e Garantido, são essas manifestações que mostram por que Parintins é considerada um dos maiores polos de cultura popular da Amazônia.
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