Parintins passa a integrar oficialmente o circuito global do Fashion Revolution, colocando a moda amazônica em diálogo direto com mais de 100 países. A participação marca um novo momento para o município, que amplia sua presença para além do Festival Folclórico de Parintins.
A representante local é a artesã e empreendedora criativa Regiane Lima, que leva ao debate internacional uma produção baseada em cultura, sustentabilidade e inovação.
Com 25 anos de atuação na cidade, Regiane construiu uma trajetória que começou ainda na infância e evoluiu para o empreendedorismo criativo. Seu trabalho está diretamente ligado à identidade cultural de Parintins, especialmente à produção artesanal que envolve o festival.
Um dos destaques é o projeto “Retalhos da Cultura”, que reaproveita resíduos têxteis das alegorias dos bois, como tecidos, sementes e penas, transformando-os em peças autorais.
“O mundo já conhece o que a gente apresenta na arena, mas ainda precisa conhecer o nosso trabalho artesanal. Existe um corpo inteiro de profissionais na ilha que trabalha o ano todo”, afirmou.
Além da atuação individual, Regiane integra o coletivo Mãos Criadoras, que reúne 64 artesãos em Parintins. O grupo desenvolve ações voltadas à capacitação, formação e geração de renda, fortalecendo a economia criativa local.
Entre os resultados do trabalho coletivo está a realização da primeira Feira do Artesão no município.

A estreia oficial de Parintins no movimento aconteceu no dia 18 de abril, com uma programação que incluiu exposição do projeto “Retalhos da Cultura” e um painel interativo sobre os bastidores da produção de moda na Amazônia.
As atividades destacaram os profissionais envolvidos na cadeia produtiva e reforçaram o papel da região nas discussões sobre sustentabilidade e justiça climática.
No Brasil, o movimento é articulado pelo Fashion Revolution Brasil, que coordena ações em diferentes territórios. Segundo Regiane, a participação de Parintins vem sendo construída ao longo do último ano, com encontros, capacitações e articulações.
“A Amazônia está em evidência, o Norte está em evidência, e a gente precisa ocupar esse espaço também”, destacou.
A entrada de Parintins no circuito global reforça o potencial da moda amazônica como expressão cultural e como alternativa sustentável dentro do mercado criativo.
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