A Justiça do Amazonas anulou, nesta segunda-feira (13), a assembleia geral extraordinária do Boi-Bumbá Garantido que havia proibido vereadores e secretários municipais em exercício de disputar a presidência da entidade.
A decisão foi proferida pelo juiz Otávio Augusto Ferraro, que identificou irregularidades no edital de convocação e na condução da reunião realizada em outubro de 2025.
De acordo com a sentença, falhas graves foram constatadas, entre elas a ausência de pauta clara no edital de convocação, além da inexistência de ata e de lista de presença. Segundo o magistrado, essas inconsistências comprometem a legalidade das deliberações tomadas durante o encontro.
Com isso, todas as decisões decorrentes da assembleia foram consideradas inválidas.
Entre os pontos anulados está a alteração no estatuto da associação, que impedia a candidatura de agentes públicos em exercício. Conforme apontado na decisão, a medida poderia influenciar diretamente o processo sucessório da entidade.
A ação judicial foi movida por um sócio do boi, que questionou a regularidade do procedimento.
Apesar da anulação da assembleia, o calendário eleitoral da associação permanece mantido, com a eleição para a presidência prevista para setembro.
A decisão reforça a necessidade de observância aos princípios legais e estatutários na condução dos processos internos de entidades culturais.
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